Razão de peso para ser contra o Acordo Ortográfico?

A neuro-linguista e psicóloga do desenvolvimento infantil, a americana Maryanne Wolf, no seu cativante livro sobre a evolução do cérbreo leitor Proust and the Squid, tem este precioso parágrafo (p.42-43) sobre a língua inglesa e a sua relação entre fonemas, grafemas e morfemas. Lendo estas linhas é impossível ficarmos indiferentes ao que tem acontecido no nosso país ao longo de quase 200 anos de alterações ortográficas, sabendo-se que, por exemplo, as línguas inglesa e francesa praticamente não sofreram alterações ortográficas desde o séc. XVIII…

«The English language is a similar historical mishmash of hom­age and pragmatism. We include Greek, Latin, French, Old En­glish, and many other roots, at a cost known to every first- and second-grader. Linguists classify English as a morphophonemic writing system because it represents both morphemes (units of meaning) and phonemes (units of sound) in its spelling, a major source of bewilderment to many new readers if they don’t under­stand the historical reasons. To illustrate the morphophonemic principle in English, the linguists Noam Chomsky and Carol Chomsky use words like “muscle” to teach the way our words carry an entire history within them—not unlike the Sumerian roots inside Akkadian words. For example, the silent “c” in “mus­cle” may seem unnecessary, but in fact it visibly connects the word to its origin, the Latin root musculus, from which we have such kindred words as “muscular” and “musculature.” In the latter words the “c” is pronounced and represents the phonemic aspect of our alphabet. The silent “c” of “muscle,” therefore, visually conveys the morphemic aspect of English. In essence, English represents a “trade-off” between depicting the individual sounds of the oral language and showing the roots of its words.»

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About Luís Timóteo Ferreira

Professor do Ensino Básico, grupo 200, nascido no Brasil, filho de emigrante de Pombeiro da Beira, cidadão da Língua Portuguesa, pai da flor mais bela que alguma vez plantei, companheiro da flor mais linda que alguma vez colhi, beirão Licenciado em História por Coimbra, agnóstico e anti-clerical, Portista e Flamenguista, pela selecção das quinas e pela selecção canarinha, leitor compulsivo, bibliófilo, frequentador de bibliotecas, livrarias, alfarrabistas, blogues... Ver todos os artigos de Luís Timóteo Ferreira

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